Ciclone na Argentina provoca temporais e ventania no Sul; frio avança pelo Brasil no fim de semana
Ciclone extratropical no sul do país Um ciclone extratropical vai atuar na costa da Argentina nos próximos dias e deve provocar uma série de impactos em algu...
Ciclone extratropical no sul do país Um ciclone extratropical vai atuar na costa da Argentina nos próximos dias e deve provocar uma série de impactos em algumas regiões do Brasil a partir desta quinta-feira (7). 🌀Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica – regiões causadoras de tempo adverso em grande escala – que surgem normalmente em latitudes médias. Eles são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar (quente e fria). Apesar de o sistema não passar pelo território brasileiro nem se aproximar do litoral do país, os efeitos serão sentidos em pelo menos quatro regiões, com vendavais, temporais, queda nas temperaturas e ressaca do mar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A formação começa a partir de uma área de baixa pressão que avança do Pacífico Sul, passando pela costa do Chile, e segue rumo ao Oceano Atlântico. É junto ao litoral da província de Buenos Aires, na Argentina, que o sistema vai se aprofundar a partir desta próxima quinta. No sábado, o ciclone deve se afastar do continente, mas ainda manterá grande intensidade sobre o Atlântico, com ventos estimados em até 180 km/h em mar aberto, longe da costa. No domingo (9), o sistema segue se distanciando da América do Sul, e na segunda-feira já estará a milhares de quilômetros do Brasil. "Na prática, esse ciclone não deve provocar impactos tão extremos. O principal efeito dele é favorecer ventos mais fortes, principalmente no Sul do Brasil", explica César Soares, meterologista da Climatempo. "Além disso, a frente fria associada ao sistema é que deve provocar a mudança mais significativa no tempo. Essa frente fria continental também vai causar variações de pressão atmosférica em estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, o que ajuda a intensificar os ventos", acrescenta o meteorologista. Mapa mostra a circulação do ciclone extratropical no oceano Atlântico, próximo ao Sul do Brasil, nesta sexta-feira (8). Windy.com/Reprodução Os impactos mais severos do vento serão sentidos na própria costa argentina e nos litorais sul e leste do Uruguai, onde rajadas devem superar 100 km/h em alguns pontos no fim da semana. Antes mesmo da chegada da frente fria ligada ao ciclone, os três estados do Sul, Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo devem ter ventos fortes nesta quinta. Esse vento mais quente e seco ajuda a aumentar as temperaturas e pode provocar rajadas entre 70 km/h e 90 km/h em partes do Rio Grande do Sul, com possibilidade de valores ainda maiores em algumas áreas. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Mapa mostra previsão de chuva para esta quarta (06) em todo o Brasil. Inmet/Reprodução A frente fria associada ao sistema começa a entrar pelo oeste do Rio Grande do Sul ainda na noite de quinta (7) e avança pelo Sul do Brasil e parte do Mato Grosso do Sul ao longo de sexta-feira (8). A previsão é de chuva, em alguns trechos forte a intensa, e há risco de tempo severo, com possibilidade de vendavais. Em algumas cidades, as rajadas podem passar dos 100 km/h. No fim de semana e no começo da próxima semana, a frente também afeta o Mato Grosso, Rondônia, o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Rio de Janeiro, com rajadas que podem chegar a 80 km/h entre as capitais paulista e fluminense no domingo. LEIA TAMBÉM: Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos 80% dos corais do planeta sofreram branqueamento moderado ou severo, mostra estudo inédito Previsão de chuva nesta quarta em todo o país. CPTEC/Inpe No Rio Grande do Sul, as instabilidades se intensificam pela tarde desta próxima quinta. Há possibilidade de chuva forte em curto período, queda de granizo isolada e rajadas que podem superar 90 km/h. As pancadas começam a atuar com mais força no oeste, na campanha e no sul do estado, avançando à noite para o centro, vales, costa doce, missões, noroeste e norte. Na sexta (8), o tempo segue instável em diversas regiões gaúchas, ainda com risco de temporais isolados e ventania. Forte massa de ar polar no fim de semana No fim de semana, uma forte massa de ar polar deve avançar sobre o Brasil. Ela tem potencial para provocar a maior queda de temperatura do ano até o momento em diversas regiões. A previsão é de que o ar gelado comece a invadir o país a partir de sexta-feira (8), pelo extremo sul, e ganhe força no sábado (9) e no domingo (10), espalhando-se rapidamente por estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com reflexos até no oeste da Amazônia. Segundo os meteorologistas, as madrugadas mais geladas devem ficar entre o domingo e a terça-feira (12). Nos três estados da Região Sul, as temperaturas mínimas devem variar entre 0°C e 5°C em muitos municípios. Com isso, há possibilidade de marcas negativas em diversas localidades. Em áreas de maior altitude, há expectativa de termômetros chegando a -5°C, segundo a MetSul Meteorologia. A geada também deve ser ampla e pode ser a mais abrangente registrada no ano até agora, com potencial para causar danos à agricultura. Veja a previsão de temperatura mínima em algumas capitais, segundo a Climatempo: Porto Alegre (RS): perto de 9°C no domingo (10) Curitiba (PR): mínima de 6°C na segunda-feira (11) Florianópolis (SC): próximas de 11°C entre domingo e segunda São Paulo (SP): 11°C na segunda e cerca de 10°C na terça (12) Rio de Janeiro (RJ): queda para perto de 20°C na segunda-feira Campo Grande (MS): mínima de 9°C no domingo Brasília (DF): mínimas em torno de 18°C ao longo da semana Rio Branco (AC): 21°C na segunda, com efeito da friagem Mapa mostra previsão de temperatura mínima para esta quarta (06). CPTEC/Inpe LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo